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Nem sempre é só sobre você

  • Foto do escritor: Sheila Zambrini Santos
    Sheila Zambrini Santos
  • 17 de mar.
  • 1 min de leitura

Às vezes a pessoa chega dizendo:

“Eu não sei o que acontece. Eu sempre entro nas mesmas situações.”

Muda o trabalho, muda o parceiro, mudam as amizades… mas a sensação se repete.

A impressão é que o problema está dentro dela.Que ela “é assim”.

Mas, na maioria das vezes, o que se repete não é a pessoa.O que se repete é a forma como ela aprendeu a se colocar nas relações.

Sem perceber, vamos desenvolvendo maneiras muito automáticas de reagir ao que acontece à nossa volta. Formas de se defender, de agradar, de se calar, de controlar, de se afastar, de insistir.

Essas formas não nasceram do nada. Elas foram aprendidas ao longo da vida, dentro da família, nas experiências que tivemos, nos vínculos que nos marcaram.

O problema é que, depois de um tempo, a gente para de perceber isso.E começa a achar que aquilo é simplesmente “a nossa personalidade”.

Quando a pessoa começa a prestar atenção no que acontece entre ela e os outros, algo muda.

Ela passa a perceber como entra nas situações, como reage, como interpreta, como se posiciona. Começa a enxergar o que antes era automático.

E essa percepção traz um tipo de clareza que não vem de conselhos, nem de explicações.

Vem de começar a ver, na prática, como a própria forma de estar nas relações influencia o que acontece na vida.

Aos poucos, a pessoa deixa de repetir sem perceber… e passa a escolher com mais consciência como quer estar nos seus vínculos, no trabalho, na família e nas situações do dia a dia.

 
 
 

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